Roque Júnior e Deise vivem com os quatro filhos em meio a imóveis desapropriados e deteriorados e cobram respostas e segurançaNa Baixinha, região do Derba, moradores vivem um cenário de medo e insegurança diante das intervenções relacionadas às obras do VLT.
Roque Júnior e Deise continuam morando na comunidade com os quatro filhos pequenos, enquanto diversas famílias já deixaram a região após desapropriações.O drama do casal está no caminho utilizado diariamente para sair de casa e levar as crianças à escola.
No trajeto, permanecem casas desapropriadas que apresentam rachaduras e sinais de deterioração, aumentando o temor de um possível desabamento.Segundo Roque Júnior e Deise, engenheiros estiveram no local e avaliaram as condições de uma das estruturas.
Ainda segundo o relato da família, os profissionais reconheceram que a situação da casa era perigosa e necessitava de providências.Mesmo após essa avaliação, o casal afirma que nenhuma medida efetiva foi tomada até o momento.
A preocupação aumenta porque, segundo os moradores, aquela é a única passagem disponível para chegar à residência da família.
Todos os dias, Roque Júnior e Deise precisam atravessar o local acompanhados dos quatro filhos pequenos.O medo é de que uma casa venha a cair justamente quando a família estiver passando, provocando uma tragédia.Mas a insegurança não se limita às condições dos imóveis: o casal também teme pelo futuro da própria residência.Com grande parte das famílias já fora da comunidade, eles dizem não saber se permanecerão ou se também terão que deixar o local.
A falta de informações, segundo o casal, aumenta a ansiedade, a angústia e o sofrimento emocional vivido pela família.Roque Júnior e Deise também reivindicam acompanhamento psicológico diante da pressão provocada por toda essa situação.
Eles cobram ainda uma avaliação técnica e medidas concretas para garantir a segurança das famílias que continuam na área.Outra preocupação é a segurança pública, já que poucas casas deverão permanecer ocupadas depois das desapropriações.
Para o casal, não basta retirar famílias: é necessário garantir orientação, assistência e segurança durante todo o processo.Roque Júnior e Deise querem saber, principalmente, qual será o destino da comunidade e da própria residência.A família cobra do poder público uma resposta urgente antes que o risco apontado pelos moradores se transforme em uma tragédia.
Enquanto aguardam respostas, quatro crianças continuam passando diariamente por um caminho cercado pelo medo, e a pergunta permanece: até quando?
Matéria do repórter Samuel Preto para o site Cajacity.com.br.Tel: 71 98698-8418 YouTube: @Samuelpreto31
