No início de 2026, o prefeito Bruno Reis anunciou mais um aumento na tarifa do transporte público, justificando a decisão pela retirada de subsídios do Governo Federal e pelos altos custos do sistema.
Ao mesmo tempo, com a expansão do Metrô de Salvador e decisões da Justiça obrigando a integração das linhas, muitos ônibus diretos desapareceram das ruas. Para parte da população, o transporte ficou mais demorado, cansativo e cheio de baldeações.
Enquanto empresários reclamam dos custos com combustível, manutenção e operação, trabalhadores do setor — cobradores, motoristas, mecânicos, borracheiros e outros profissionais — afirmam que foram esquecidos no processo. Muitos enfrentam sobrecarga, redução de postos de trabalho e salários pressionados.
Agora, mais uma vez, o sindicato dos rodoviários iniciou uma greve exigindo direitos, valorização e melhores condições de trabalho.
E a população se pergunta:
👉 A responsabilidade é da Prefeitura?
👉 Dos empresários do transporte?
👉 Ou de um sistema que lucra enquanto trabalhadores e passageiros sofrem juntos?
E outra pergunta começa a ecoar nas ruas de Salvador:
👉 Onde estão os vereadores nesse processo?
👉 Quem está fiscalizando os contratos, ouvindo os trabalhadores e defendendo a população que depende diariamente do transporte público?
Enquanto políticos discutem números, empresários falam em prejuízo e trabalhadores lutam por sobrevivência, o povo continua pagando a conta com aumento de tarifa, ônibus lotados e horas perdidas nos pontos.
No final, quem segue espremido no ponto, no ônibus e no bolso vazio é o povo.
✍️ DRT 0009618-BA — Jair Leal
Realmente o poder público não pensa nos Usuários e trabalhadores porque vem primeiro a prioridade que é o LUCRO, mas às ELEIÇÕES estão chegando principalmente pra Prefeito no sentido da Estação de Águas Claras.